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September 24, 2026

Firelight Media anuncia ganhadores do Fundo William Greaves de Pesquisa e Desenvolvimento de 2026

‍Prémios de fundos internacionais de pesquisa e desenvolvimento para cineastas em meio de carreira com apoio financeiro irrestrito

A Firelight Media, uma organização sem fins lucrativos que apoia, disponibiliza recursos e defende a causa de cineastas de documentários e contadores de histórias de etnias minorizadas, tem o prazer de anunciar os 11 candidatos ao Fundo William Greaves de Pesquisa e Desenvolvimento de 2026. O Fundo Greaves de P&D foi criado em 2020 para apoiar documentaristas de etnias minorizadas, tendo um enfoque específico em artistas indígenas e/ou afrodescendentes. Neste ciclo, a Firelight Media disponibilizou até US$ 20 mil por projeto e expandiu o programa para incluir projetos de multimídia.

Este ano, a qualificação para o Fundo Greaves de P&D foi ampliada para cineastas de toda a América do Norte, América Central e América do Sul, além do Caribe, por meio de um processo de indicação junto a organizações parceiras locais* nestas regiões. Os candidatos foram selecionados durante um processo de revisão com um conselho consultivo dedicado, que também atuará na mentoria dos cineastas ao longo do ciclo do programa, cuja duração é de um ano. O conselho consultivo de 2026 inclui Chloë Walters Wallace, diretora de Iniciativas Regionais da Firelight Media; David Hernández Palmar, cineasta e ex-ganhador do Fundo Greaves de P&D; Heitor Augusto, curador e programador; Maya Austin, estrategista cultural e financiadora, e Aisha Shillingford, artista e estrategista de movimentos sociais.

Os candidatos de 2026 incluem cineastas dos seguintes países: Brasil, México, Colômbia, Guatemala, Panamá, Guadalupe, Estados Unidos e Canadá. Seus projetos cinematográficos incluem uma variedade diversificada de gêneros e estilos, incluindo documentários históricos, fábulas surrealistas, ensaios visuais e diários de viagem. Seus temas incluem libertação de pessoas negras e indígenas, cura intergeracional, legados familiares e justiça de gênero.

"É com orgulho que a Firelight Media ampliou este ano os critérios de qualificação para o Fundo William Greaves de Pesquisa e Desenvolvimento a todos os membros da Abeia Yala [um termo indígena para todas as Américas]", disse Loira Limbal, presidente e diretora-executiva da Firelight Media. “Esta vasta região do globo tem tanta história em comum de libertação entre territórios, tribos, gêneros e gerações. Temos a honra de fornecer verbas sem restrições a este impressionante leque de projetos não ficcionais e vamos acompanhar com grande expectativa o andamento deles nos próximos meses e anos.”

O Fundo William Greaves de Pesquisa e Desenvolvimento foi criado para lidar com os persistentes desafios estruturais que muitos cineastas enfrentam após a produção de seus primeiros filmes e projetos audiovisuais de não-ficção, permitindo assim que eles possam permanecer na área e continuar criando histórias visuais que se concentram em indivíduos e tópicos sub-representados.

Os cineastas e artistas selecionados utilizarão esses recursos para pesquisar e desenvolver roteiros preliminares, apresentações, vídeos promocionais e outros materiais necessários para a captação de recursos e o desenvolvimento criativo.

Os ganhadores do Fundo William Greaves de Pesquisa e Desenvolvimento de 2026 são:

  • Alfredo Marimon Carcamo [ele/dele], Agua de la Virgen [Água da Virgem] (Colômbia)
    Um jovem de Cartagena, criado perto da lagoa Ciénaga de la Virgen, procura melhorar de vida ao criar um lago de peixes. Nesse processo, ele enfrenta desigualdades, problemas ambientais e discriminação, dando-se conta de que a cidade marginaliza quem mora na periferia, o que transforma a sua relação com ela.

  • Banchi Hanuse [ela/dela], Sem título (Canadá)
    Um documentário íntimo que explora o legado e o apelo eterno da estrada por meio da vida de uma artista notável.

  • Colleen Thurston [ela/dela], Filme sem título sobre libertos (Estados Unidos)
    O filme sem título sobre libertos revela a história de pessoas que foram escravizadas da Nação Choctaw de Oklahoma.

  • Duiren Wagua López [ele/dele], Bannaba [Além] (Panamá)
    Um tributo a alguém que sabia ouvir o seu território e transformá-lo em música.

  • Elvis Caj [ele/dele], Volveremos [Voltaremos] (Guatemala)
    Volveremos acompanha jovens indígenas que lidam com migração, discriminação e perda de laços culturais. Entre vidas urbanas precárias e oportunidades no estrangeiro, eles remodelam a sua linguagem, aparência e identidade em busca de pertencimento. Com depoimentos íntimos, o filme questiona a ideia romântica do retorno à casa: não é só o lugar que muda, mas quem parte também.

  • Johanne Gómez Terrero [ela/dela], Venus en dos actos [Vênus em dois atos] (República Dominicana)
    Duas escritoras trans navegam pelo Caribe em um iate, em direção à Colômbia, onde Mikaelah vai fazer uma cirurgia de aumento de seios. Johan, sua amiga, vai acompanhá-la para prestar cuidados durante o pós-operatório e a recuperação. Elas abandonam as convenções sobre o que é transicionar e adotam a cimarronagem de gênero.

  • Malaury Eloi, Sleepless Land [Terra sem sono] (Guadalupe)
    Em Guadalupe, uma cineasta trabalha em um território moldado por uma história colonial que nunca chegou totalmente ao fim. Ela passa por terras contaminadas, tensões políticas e memórias fragmentadas, onde histórias enterradas continuam a vir à tona. A realidade parece se tornar instável durante o seu percurso, sustentando-se por embates e assombrações, onde os mortos continuam a fazer parte da paisagem atual.

  • María Candelaria Palma Marcelino [ela/dela], El arreglo [O acordo] (México)
    El arreglo retrata a vida de meninas, adolescentes e mulheres das terras comunais de Cacahuatepec, no estado de Guerrero, que entram na idade adulta ainda muito jovens. Por meio de suas vozes e vidas diárias, o documentário examina como as tradições, a maternidade precoce e as funções de gênero moldam as suas vidas.

  • Mariana Macedo [ela/dela], O coração é um vórtice orientado (Brasil)
    Seguindo o curso de um rio como metáfora para a existência dos negros no Brasil, este ensaio-documentário entrelaça as cartas enviadas por uma mulher negra para o seu parceiro, mapeando os medos e desejos daqueles que lutam para existir e pertencer a um país que endireita rios, corpos e destinos, mas nunca contém as suas águas.

  • Michèle Stephenson [ela/dela], Oshun and My Grandmother: A Fable in 4 Movements [Oshun e a minha avó: uma fábula em 4 movimentos] (Estados Unidos)
    Oshun e a minha avó é uma fábula surrealista que olha para a circularidade do trauma intergeracional passado de avó para mãe para filha. O filme é uma colagem emocional imersiva e um diário de viagem por lugares e sons que têm como foco a busca da cineasta pela cura após o abuso físico e emocional entre gerações.

  • Naira Soares [ela/dela], Ecos não morrem (Brasil)
    Os ecos são vestígios que nunca desaparecem. Em Camamu, no sul da Bahia, os choros dos quilombolas de 1692 ainda se fazem ouvir: “Morte aos brancos, viva a liberdade!” O mesmo acontece com a luta do meu avô, um líder quilombola que foi assassinado em 2020. Eu e a minha avó caminhamos lado a lado com essas vozes para descobrir, de uma vez por todas, o que as matou.

O Fundo de Pesquisa e Desenvolvimento recebeu o nome de William Greaves, que produziu a revista de televisão seminal "Black Journal" [Diário Negro] e mais de 200 documentários durante os seus sessenta anos de carreira. Greaves passou a ser considerado o pai do cinema negro de não ficção e orientou inúmeros cineastas durante sua vida, inclusive o cofundador da Firelight Media, Stanley Nelson. O Fundo William Greaves de Pesquisa e Desenvolvimento honra a missão da Firelight Media, que é apoiar cineastas de etnias minorizadas ao longo dos diferentes estágios das suas carreiras, tendo no Documentary Lab o carro-chefe da organização por ser um programa de mentoria que se concentra no desenvolvimento de cineastas emergentes.

*Parceiros indicadores

A Firelight Media contou com mais de cinquenta parceiros indicadores de toda a Abya Yala, muitos dos quais são organizações, coletivos e instituições liderados ou fundados por pessoas de etnias minorizadas, cujo enfoque é apoiar artistas negros e indígenas. 

Algo en Común (laboratório Desde la raíz), Colômbia

Kinfolk, EUA

Ambulante, México

La Revuelta, Guatemala

Associação de Profissionais do Audiovisual Negro (APAN), Brasil

Public Broadcasting Latino, EUA

Astúcia Filmes, Brasil

Manduca, Venezuela

Blackstar Projects, EUA

Mente Pública, Panamá

Black Liberation Indigenous 

Movement (BLIM), Abya Yala (Transnational)

Mezcla Media Collective, EUA

BLIS Collective, EUA

Mostra Itinerante de Cinemas Negros Mohamed Bamba (MIMB), Brasil

Black Public Media (BPM), EUA

New Negress Society, EUA

Brown Girls Doc Mafia (BGDM), EUA/Global

OTV, EUA

Caribbean Culture Fund, Caribbean

MulluTV, Abya Yala

Native Lens, EUA

Cultural Survival, EUA

 Quibdó África Film Festival (QAFF), Colômbia

Creative Capital, EUA

Rada Studio, EUA

Dia Lab, Brasil e América Latina

Ruta Crítica, Porto Rico

Dominicans love Haitians, EUA

Movimiento Anansé Inc., 

Porto Rico

DocSP, Brasil

SentARTE, Colômbia

Doc Society, Global

Sisters in Cinema, EUA

EGBÉ – Instituto de Cultura e Educação Afro-brasileira, Brasil

Strawberry Moon Media, EUA

Estudio Antirawaa, Colômbia

Taturana, Brasil

Festivais Solidários, Guatemala

The Ouray Filmmaker Sabbatical, EUA

Femme Frontera, EUA/México

Cinema Tropical, EUA

Undocumented Filmmakers Collective, EUA

Miradas Afroindígenas, Caribe e América Latina

Themba Bhebhe, Alemanha

IMAGINENATIVO, América do Norte

Third Horizon / Caribbean Film Academy, Caribe

Instituto Moreira Salles, Brasil

Vision Maker Media, EUA

Laboratorio de Desarrollo de Proyectos Cinematográficos para Cineastas Indígenas y Afrodescendentes de América Latina (Morelia), México

Wagua Films, Panamá

Instituto Audiovisual Mulheres Odun, Brasil

21 Islands Short Film Festival, EUA/Caribe

Indigenous Cinema Alliance, América do Norte

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